teoria da otimidade

Alan Prince fala sobre o ROA

Lá pelo fim de novembro, o ROA (Rutgers Optimality Archive), um conhecido arquivo de textos relacionados à Teoria da Otimidade, recebeu sua milésima postagem. Para marcar essa ocasião, Alan Prince, o fundador da coisa toda, concedeu uma entrevista bem interessante à última edição do SNARL (Selected News At Rutgers Linguistics). Nela, Prince fala sobre a história do arquivo, desde seus esforços iniciais até seu relativo sucesso nos dias de hoje, e sobre os rumos das publicações no mundo digital.

Eu não tenho toda a simpatia do mundo pelo ROA, devido ao papel que ele exerceu na consolidação do monopólio intelectual de que a Teoria da Otimidade goza em muitos círculos de Fonologia por aí - vale lembrar que o arXiv.org, banco no qual o ROA se inspirou, é muito mais democrático e não é restrito a uma corrente teórica dentro da Física ou de qualquer outra área a que ele se destina. De qualquer forma, não posso deixar de concordar com Alan Prince quando ele fala sobre as inúmeras vantagens da circulação de textos científicos em meio eletrônico (nesse sentido, o ROA foi uma iniciativa pioneira na Lingüística) e sobre a obsolescência das publicações em papel. Vale a pena ler a entrevista.

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Para quem ficou curioso e quer saber mais sobre a Teoria da Otimidade, há uma introdução bem acessível ao assunto, de Luiz Carlos Schwindt, na quarta edição de "Introdução a estudos de fonologia do português brasileiro". Para quem já tem alguma familiaridade com a área e quer se aprofundar no tema, o "Thematic Guide to Optimality Theory", de John J. McCarthy, é a melhor opção.

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